sábado, 2 de outubro de 2010

Setor elétrico toma pancada em setembro 2010

Em 08 de setembro desse ano um setor tido como um dos melhores de nossa Bolsa de valores sentiu uma forte pancada, a Aneel agência que regula o setor elétrico anunciou as novas tarifas.

O órgão regulador (Aneel) ofereceu uma taxa de retorno de 7,15% ao ano e o mercado trabalhava com a expectativa de 8,5%.

Essa taxa ficará sob análise pública até o dia 10 de dezembro desse ano, mas não temos expectativas de mudanças na taxa para maior, deve ficar em torno dos 7,50% mesmo.

O setor elétrico é composto por empresas que tem a maioria de suas receitas vinculadas à distribuição de energia, sendo a distribuidora Eletropaulo (Código na bolsa ELPL6) a que deve sofrer muito com a mudança na taxa.

A distribuidora de energia paulista deve sofrer em 2011 uma perda de aproximadamente 9% nos lucros e para 2012 o lucro pode cair ainda mais indo a 12% e a EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caindo em torno de 17% também para 2012.

O setor elétrico que sempre foi sinônimo de setor bom pagador de dividendos vê no longo prazo perdas no seu lucro e consequentemente queda na distribuição dos dividendos.

Com todas essas noticias dadas no inicio de setembro as ações da Eletropaulo (ELPL6) apresentou a maior queda da bolsa de valores 8.90% no mês, outra empresa que caiu muito foi CPFL apresentando queda de 6,40% no mesmo mês desse ano.

Ainda acredito muito no setor elétrico, mas não podia deixar de alertá-los sobre essas noticias que em Dezembro desse ano pode se transformar em fato.

Boa sorte e bons investimentos.
Fontes.

Banco do Brasil Código na bolsa BBAS3

Mais uma vez o papel do Banco do Brasil BBAS3 teve ótimo desempenho, atingindo uma valorização muito boa de 16,90% em setembro de 2010.

O setor financeiro nacional apresenta um potencial de alta em relação aos seus pares internacionais o que estimula ainda mais a compra dos papeis do setor financeiro no Brasil.

O Banco do Brasil é uma empresa boa pagadora de dividendos e ainda apresenta potencial de ganho, seu P/L (Preço sobre o lucro) está no momento em 7,30 enquanto que o P/L do setor financeiro brasileiro está em 14,70.

P/L nada mais é do que o preço do papel dividido pelo lucro, logo um papel com P/L menor quer dizer que possivelmente o retorno do capital investido se dará em um espaço de tempo menor do que os papeis com P/L mais altos.

Papel com P/L 7,30 quer dizer grosso modo que se a empresa continuar apresentando o mesmo lucro de agora o investidor terá recuperado o capital investido em apenas 7,30 anos.

Claro que para entrar comprando um determinado papel temos que analisar várias outras variáveis, enfim apenas queria registrar esses dados desse banco que está sendo a vedete do setor financeiro tanto em pagamentos de dividendos quanto em valorização nos últimos 30 dias.

Boa sorte e sucesso nas operações.
Fontes.

sábado, 18 de setembro de 2010

BNDES, TJLP e Empréstimos.

O Custo Financeiro tradicional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é baseado na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).

A TJLP tem vigência de três meses, sendo expressa em termos anuais.
O seu valor é fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgada até o último dia do trimestre imediatamente anterior ao de sua vigência.

Em cada ano teremos então quatro valores da TJLP:

- 31 de dezembro que valerá para os três meses posteriores, janeiro, fevereiro e março.
- 31 de março que valerá para os meses de abril, maio e junho.
- 30 de junho valendo para julho, agosto e setembro.
- 30 de setembro valendo para outubro, novembro e dezembro.

Existe uma polêmica entre alguns setores sobre o BNDES emprestar com base na TJLP (6% ao ano) sendo que o governo paga taxa Selic (10,75% ao ano) para remunerar a dívida pública.

Porque o governo emprestaria via BNDES a juros tão “baratos”?

Reclamam que aí teria um subsídio ao setor privado, porém os empréstimos do BNDES são de muito longo prazo (30 anos ou mais) e não existem provas que a taxa Selic ficará alta como está hoje.

Em primeiro lugar a função do BNDES é de fomentar a economia e atuar em alguns setores que os bancos privados não têm interesse.

Existe um efeito multiplicador nesses empréstimos, favorecendo as contas públicas, a expectativa é que para cada unidade monetária que saia do BNDES para financiamento gere 2 (duas) unidades monetárias de atividade econômica.

Sabemos que o financiamento do BNDES aumenta a produção e posteriormente a arrecadação de impostos, pois com 20% em média de carga tributária, os cofres públicos receberiam bons valores de volta.

Fontes.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Juros do Banco do Brasil (JSCP BBAS3)

JSCP BBAS3
(15/09) BANCO DO BRASIL (BBAS - NM) - Distribuicao de juros sobre o Capital
Proprio - 3o Trimestre 2010
DRI: Ivan de Souza Monteiro

Enviou o seguinte Aviso aos Acionistas:

"O Conselho Diretor do Banco do Brasil, reunido nesta data (15/09/2010), aprovou
o valor de R$ 673.935.433,73 a titulo de remuneracao aos acionistas sob a forma
de Juros sobre o Capital Proprio (JCP) relativos ao terceiro trimestre de 2010,
conforme abaixo:

Classe JCP (R$) por acao
Banco do Brasil ON 0,23558174987

Esse valor sera imputado ao dividendo minimo obrigatorio referente ao 2o
semestre de 2010, nos termos do artigo 44 do Estatuto Social do Banco do Brasil
S.A. e do paragrafo 7o do artigo 9o da Lei 9.249/95.

Os JCP serao pagos em 30/11/2010 e terao como base a posicao acionaria de
22/09/2010, sendo as transferencias de acoes a partir de 23/09/2010 efetuadas
"ex" JCP.

Haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com
a legislacao vigente.

Os acionistas dispensados da referida tributacao deverao comprovar esta condicao
ate 27/09/2010, em uma das agencias do Banco do Brasil.


Brasilia (DF), 15 de setembro de 2010."
Norma: a partir de 23/09/2010 acoes escriturais ex-juros.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Crescimento da China.

A China cresce a três décadas, até aí nenhum problema, mas até onde pode continuar crescendo nesse ritmo acelerado da última década?

Algumas considerações que podem ajudar a entender esse quebra-cabeça chinês.

Os pilares que sustentaram esse crescimento foram:
- Mão de obra barata.
- Baixo custo.
- Mercado doméstico forte.

Esses três fatores acima dizem respeito a um grande percentual de população ativa, que atingiu seu recorde agora em 2010, quase 72% da população chinesa é economicamente ativa, pessoas com idade de 15 a 64 anos.

É de conhecimento de todos que esse alto número de população economicamente ativa permite que um país cresça sem ter a preocupação com inovação e criatividade organizacional.

Sabemos também que a China é muito rica em criatividade individual, mas essa individualidade não permite inovação organizacional como o exemplo da Apple.

Produtos como Ipod, Iphone e Ipad nunca seriam criados ou concebidos apenas com criatividade e inovação individual, necessário foi tudo isso a nível organizacional.

Dados estatísticos comprovam que o número de população ativa na China vai estabilizar e cair nos próximos cinco anos, aí está o problema, o que o citado país fará para manter o ritmo acelerado de crescimento?

A China deve pensar ser não mais apenas o fabricante do mundo, sim o país inovador mundial, pensar em por em pratica o fim do começo e não o começo do fim das vantagens competitivas, pois sem um alto número de população economicamente ativa, corre o risco de ser apenas um provedor de baixos salários, porém sem mais oferecer o menor preço.

Fontes.

sábado, 28 de agosto de 2010

Arroba do Boi acima dos US$ 50

O preço da arroba do boi atinge a maior cotação nominal em nossa moeda desde 2008.

Em Setembro de 2008 a arroba valia US$ 51,12, porém representava apenas R$ 87,93.
Em Agosto de 2010 o valor é US$ 50,20, equivalente a R$ 89,00.

Isso ocorreu basicamente por dois motivos:

- Valorização do Real frente ao dólar.
- Grande descarte de matrizes ocorrido em 2005 e 2006 motivado pelo baixo preço da arroba, reduziu sobremaneira a oferta de bezerros nos anos seguintes.

Como se trata de um produto com demanda inelástica, passados cinco anos a oferta de carne ainda não estabilizou.

Austrália e Uruguai apresentavam uma cotação em dólar sempre maior que a carne brasileira devido à maior qualidade, com a valorização do real isso mudou:
- Uruguai arroba US$ 48,90.
- Austrália arroba US$ 41,40.
- Brasil arroba US$ 50,20.
A média histórica do Brasil era a arroba entre US$ 28 e US$ 30.

Mas quem acha que é hora de entrar comprando contratos futuros de boi deveria entender algumas coisas:

- Todos os mercados vivem de ciclos.
- O preço baixo que desmotivou os produtores em 2005, já o está motivando agora depois das altas fortes.
- Os produtores já estão aumentando a quantidade de unidades nos confinamentos em Setembro e Outubro de 2010.
- O preço se não baixar tende a estabilizar até final de 2011.
- Carne para 2011 deve ter variação positiva de 7,30% contra uma inflação de 4,90%.

Façam suas contas, não tem dinheiro fácil em nenhum lugar do mundo, monte sua estratégia, teste e tenha sempre um ponto de saída caso perceba que alguma variável mudou ao longo do período do seu investimento.

Boa Sorte!
Fontes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Negociações climáticas.

Em Dezembro desse ano será realizada a Conferencia das partes (Cop 16) em Cancun México.

Os países em desenvolvimentos são os mais motivados a aprovar a renovação do protocolo de Kyoto.

Tudo indica será incorporado nas propostas emissões per capita além da responsabilidade histórica, essa novidade tende a ganhar força entre os países emergentes, porém encontrará resistência entre os países desenvolvidos juntamente com países em desenvolvimentos menos populosos.

Enquanto o Protocolo de Kyoto definiu metas de redução de emissão de gases de efeito estufa para o período de 2008 a 2012, a Cop 16 em Cancun México definirá metas para o período de 2013 a 2017.

Os EUA não ratificaram o Protocolo de Kyoto, essa atitude deixa alguns países desenvolvidos com o sentimento de desvantagem, caso os EUA não mude a postura comprometerá acordos na Cop 16.

Brasil, índia e China estão levando em conta a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos nas emissões, assim sendo, precisariam continuar emitindo de forma crescente por um período para obter o mesmo nível de desenvolvimento de suas populações.

O problema maior é que o acordo em Copenhague (2014 à 2017) de aumentar apenas em 2° C a temperatura do planeta até 2100, não será atingido com o que aí está combinado entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, da maneira que está teríamos um aumento de 3,5° C até 2100.

O tema é de grande importância, gera muita expectativa em diversas áreas como, política, indústria, biodiversidade, fundos sociais, etc.

Qualquer pessoa ou empresa tem verdadeira convicção da necessidade de construirmos um mundo sustentável, socialmente justo e economicamente viável para nossos descendentes.

Fontes.

domingo, 15 de agosto de 2010

Novidade no mercado acionário.

No final de agosto ou inicio de setembro desse ano, o mercado de balcão da BM&FBOVESPA estará intermediando a negociação de dez grandes empresas americanas através dos chamados BDR’s (Brasilian Depositary Receipts).

As primeiras empresas americanas a serem negociadas na nossa bolsa são: Apple, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Google, Avon, Walmart, Exxon Mobil, Mc Donald’s, Pfizer.

Mesmo sendo cotados em Reais os BDR's serão enquadrados pela CVM como investimentos no exterior e devem seguir a instrução 450.

Inicialmente os investidores pessoas físicas só poderão investir nessas ações através de fundos.

O mercado de bolsa do Brasil tem muito a crescer e estamos no caminho certo, evoluímos a cada ano, você vai ficar de fora?

Enquanto o mercado acionário Americano representa 21,45% do mercado acionário global, o mercado de ações brasileiro representa apenas 2% desse mercado.

A capitalização de mercado das empresas norte-americanas listadas na Nyse (Bolsa de valores de Nova York) é US$ 13,3 trilhões, enquanto que na bolsa brasileira é US$ 1,24 Trilhão.

No que diz respeito à diversificação, o Ibovespa tem desvantagem, pois 40% são commodities.

O índice Standard & Poor’s 500 dos EUA é muito mais diversificado:
Tecnologia 17,40%, serviços 16,90%, consumo 11,60%, indústria 11,40%, saúde 11%.

Retornos médios:

Em 15 anos o Ibovespa apresentou retorno médio de 12,50% ao ano (0,99% ao mês) em dólar, enquanto que o índice Standard & Poor’s 500 apresentou performance de 7,50% ao ano (0,60% ao mês) em dólar.

Small Caps:

No Brasil são empresas de valor de mercado de US$ 250 Milhões a US$ 5 Bilhões.
Nos EUA são empresas com valor mínimo de US$ 15 Bilhões.

Fontes.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Valor do seguro de vida.

Muitos perguntam sobre qual deve ser o valor contratado em um seguro de vida.

O interessante é que o seguro cubra próximo de 15 anos de despesas da família.

Então como calcular esse seguro?

Como exemplo pego uma família que tenha despesa mensal de R$ 8.000,00 (oito mil reais), apenas o Homem trabalhe e seja o provedor dessas despesas.

Vamos aos cálculos na HP 12C.

PMT = 8.000,00 (com sinal negativo, saída de caixa mensal).
i = 0,50% (taxa de juro real mensal).
N = 180 (meses em 15 anos).
PV = (?) Resposta = R$ 948.028,12

O seguro a ser contratado por esse chefe de família é em torno de R$ 1 Milhão, valor esse que deixará a família amparada e em condições de manter o padrão de vida por um período de 15 anos, até que outro membro possa assumir a liderança.

Esse novo membro ou novo líder pode ser um filho que precisaria desses 15 anos para estar em condições educativas e ou profissionais para exercer essa tarefa.

Já temos um exemplo a seguir, faça seus cálculos e procure uma ótima instituição, mas não deixe de pesquisar preços e ler muito bem o contrato.

Fontes.

domingo, 8 de agosto de 2010

Juro e inflação no curto prazo.

Na quinta-feira dia 05/08/2010, o Tesouro Nacional colocou com facilidade 2 milhões de títulos com vencimento em julho de 2012.

Essas LTN (letras do tesouro nacional) pagam taxa prefixada de 11,983% ao ano, na semana anterior apresentavam taxa levemente superior 11,987% ao ano.

A facilidade na colocação de todos os títulos mostra que os compradores acreditam numa redução da taxa básica de juros (SELIC) no curto prazo.

Levando em conta que a inflação que hoje está projetada em 5,33% ao ano, venha mesmo para o centro da meta que é 4,50% ao ano, esses títulos pagam as seguintes taxas:

Taxa bruta (antes da inflação) 11,983% ao ano, equivalente ao mês 0,95%.

Taxa líquida (depois da inflação) 6,943% ao ano, equivalente ao mês 0,561%.

Tenha disciplina:
- Trabalhe no que gosta.
- Gaste menos do que ganha.
- Remunere a sobra.

O longo prazo fará o resto por você, não fique triste, aparecerão pessoas falando que foi apenas sorte, continue sua disciplina financeira, continue poupando.

Fontes.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Risco sistêmico/Risco não sistêmico.

Risco sistêmico (ou sistemáticos) risco geral do mercado: Inerente aos fundamentos macroeconômicos, o investidor pouco poderá fazer em relação ao evento.

Exemplo de risco sistêmico: Crise financeira dos EUA em 2008, gerando a queda dos ativos independentemente dos bons fundamentos das empresas isoladamente, pois os fundamentos macroeconômicos eram ruins.

Outros exemplos de riscos sistêmicos: Volatilidade do mercado, Inflação, ciclo do mercado (altas e baixas do petróleo, por exemplo), liquidez (Imóveis), taxa de juros.

Risco não sistêmico: Inerente a própria empresa, aqueles que afetam apenas um ativo de seu portfólio, uma ação, no caso de um portfólio em S.A, ou de um título específico, no caso de um portfólio em renda fixa.

Os riscos não-sistêmicos são praticamente anulados a partir de 15-20 ações ou ativos.

Logo podemos dizer que a insegurança gerada pela capitalização da PETROBRÁS é um evento NÃO-SISTÊMICO.

A diversificação consegue minimizar o risco não sistêmico, porém nada pode fazer para amenizar o risco sistêmico.

Obs: Esse post é um resumo do que os forenses foguinho, Depiné e o Dagopai falaram no fórum do Bastter na noite de 04/08/2010.

Fontes.

domingo, 1 de agosto de 2010

Empresa e sucesso.

O Sucesso na empresa depende basicamente de 3 fatores:

- Boa gestão de pessoas.
- Conhecimento consistente sobre o ramo de atividade.
- Sociedade responsável (pé no chão).

Todos os sócios têm que gostar de aprender.
A palavra de ordem é inovação tão necessária para sobrevivência, lembrando que inovar não é inventar e sim melhorar processos.

Inovar:
- Querer e ter atitude.
- Buscar conhecimento.
O processo leva tempo, mas é o único caminho possível para manter a competitividade.

Fontes.